“Sejamos instrumentos de unidade na Igreja e na própria família”

No sábado de manhã, mais de 500 fiéis reuniram-se na paróquia de S. Pantaleão, em Colônia, para participar na missa celebrada por Mons. Fernando Ocáriz.

Prelado

O prelado, que se encontra desde o passado dia 5 de agosto na Alemanha, concelebrou com 30 sacerdotes da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz (homilia do prelado completa).

“Dar a conhecer Jesus Cristo no próprio ambiente”, foi uma das ideias centrais que Mons. Ocáriz transmitiu: “Cada um no seu ambiente, na família, no trabalho, nas relações sociais, pode e deve fazer presente a palavra de reconciliação de Jesus Cristo. Que missão tão grandiosa, apesar da nossa própria debilidade!”.

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“Esforcemo-nos por ser instrumentos de unidade na Igreja ― disse também o prelado na sua homilia ― sendo instrumentos de unidade na própria família, no próprio ambiente e na vida corrente”.

Recordou também as palavras pronunciadas pelo Papa Emérito Bento XVI no início do seu pontificado: "Nada há de mais belo do que ter sido atingidos, surpreendidos, pelo Evangelho, por Cristo. Nada mais belo do que conhecê-lo e comunicar aos outros a amizade com Ele".

“Que no nosso dia não falte uma oração frequente pelo Papa, pelas suas intenções, pelo seu trabalho de pastor da Igreja universal”

No final da Santa Missa, que foi oferecida especialmente pelas vítimas dos recentes atentados terroristas, Mons. Ocáriz agradeceu a Deus o fato de que a Igreja seja realmente uma grande família e pediu que os seus fiéis estejam sempre muito unidos entre si e com o Papa: “Que no nosso dia não falte uma oração frequente pelo Papa, pelas suas intenções, pelo seu trabalho de pastor da Igreja universal”, pediu.

Três jovens iraquianas

A cordialidade e a alegria dos fiéis era um fato palpável durante a celebração da Santa Missa. Entre os participantes na Eucaristia havia um grande número de famílias, de casais de namorados, de jovens e de crianças. Entre eles encontravam-se Larsa, Larmiin e Melda, três jovens de confissão sírio-católica que se viram obrigadas a fugir com as suas famílias de Mossul. Há poucas semanas, as três iraquianas participaram de um acampamento de verão na região de Eifel, organizado por jovens do Opus Dei.

Larsa, Larmiin e Melda, três jovens de confissão sírio-católica, puderam cumprimentar o Prelado

Antes da Santa Missa aconteceu um encontro do Prelado com sacerdotes da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz. Mons. Ocáriz animou-os a viver a alegria na esperança, conscientes de que “não se perde nem um ápice do seu trabalho pastoral apesar de, por vezes, não se verem os frutos”. Indicou João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, como um exemplo de quantas pessoas podem tomar a decisão de se converterem e viver uma vida cristã levados pela graça divina e pelo trabalho perseverante de um sacerdote. “Não se trata de entregar-se a um ingênuo otimismo, mas de alimentar na alma a virtude da esperança em Deus, que nunca nos defrauda e que é a fonte da nossa alegria e do bom humor”.

Por último, pediu aos sacerdotes que fomentem a união com o seu próprio Bispo e com o Santo Padre. Insistiu com eles para que rezassem com perseverança pelo Papa Francisco, que pede sempre a esmola da oração a cada pessoa que o cumprimenta e em cada carta que escreve.

Se falha o amor

Durante um encontro com fiéis da Prelazia no sábado de tarde, o prelado do Opus Dei destacou a relação que existe entre a liberdade e o amor. “Sempre que as nossas obrigações pessoais ou familiares se apresentem como algo penoso, deveríamos perguntar-nos se não é o amor o que falha. Nesse caso, podemos dirigir-nos ao Senhor na nossa oração e pedir-lhe que aumente a nossa fé”, concluiu.

O prelado do Opus Dei visitou a residência universitária International College Campus Muengersdorf, onde teve um encontro com um grupo de pessoas do Opus Dei. «Seja qual for nosso lugar no mundo como cristãos — disse-lhes o prelado —, não podemos esquecer que não somos partidários de uma ideologia, sim seguidores de uma pessoa concreta, Jesus Cristo».

Mons. Fernando Ocáriz também falou da importância da liberdade pessoal. Para poder assumir as obrigações no meio do mundo — por exemplo, na família, no trabalho profissional — é imprescindível o amor. “É preciso atuar livremente, sem sentirmo-nos nunca coagidos. É no amor onde nasce a verdadeira liberdade dos filhos de Deus”, disse o prelado.

Uma professora de colégio, lembrando umas palavras de São Josemaria nas quais definia a Obra como “uma grande catequese”, perguntou como educar crianças e jovens de um modo que atinja o coração, ajude a pensar, e leve a Jesus Cristo. Em sua resposta, o prelado ressaltou a importância de dirigir-se ` pessoa completa: cabeça, entendimento e coração.