Palavras de Paulo VI no Centro ELIS

Paulo VI foi ao centro ELIS, obra corporativa do Opus Dei num bairro operário de Roma, durante o Concílio Vaticano II

Entre aspas

A visita de Paulo VI ao Centro ELIS, obra corporativa do Opus Dei num bairro operário de Roma, durante o Concílio Vaticano II

Nessa visita, Paulo VI pronunciou estas palavras:

“Senhores Cardeais, Veneráveis irmãos, queridíssimo Mons. Escrivá: depois de termos ouvido todos juntos as palavras do Senhor nesta nova igreja, ouçamos agora a voz das pessoas e das coisas com que nos deparamos.”

À direita do Papa estava um grupo de cardeais, convidados para o evento, alguns bispos, e na primeira fila, Mons. Escrivá, Mons. Álvaro del Portillo e o padre Javier Echevarría, o presidente da Câmara da cidade e diversas autoridades de Roma.

“Está aqui Dom Angelo dell’Acqua, Substituto da nossa Secretaria de Estado que deu tanto ânimo a esta nova e grande instituição, devida à generosidade dos que quiseram honrar Pio XII e à generosidade de João XXIII, que entregou a esta instituição a quantia que foi recolhida em honra do seu predecessor.”

Contou como, no pós-guerra, tinha tido ocasião de visitar o bairro do Tiburtino para socorrer as dificuldades de desemprego e miséria que eram especialmente patentes nesta zona.

“Ficou-nos gravado para sempre no coração a imagem daquela cena, com a dor de não ter podido socorrer essa gente. Pois bem, aquela amargura encontra finalmente aqui um consolo, Esta obra parece ser a resposta àquele pedido de uns rapazes sem futuro e sem trabalho, para formar jovens alegres, trabalhadores e cheios de confiança. Abençoamo-la com todo o coração.”

Comentando o trabalho ali realizado, dizia:

É uma obra que surge do coração, é uma obra de Cristo, é uma obra do Evangelho, toda orientada ao benefício dos que a usam. Não é um simples albergue, não são simples oficinas, ou uma escola, não é um complexo esportivo qualquer: é um centro em que a amizade, a confiança, a alegria, constituem o ambiente onde a vida encontra a sua dignidade própria, o seu sentido, a sua verdadeira esperança; é a vida cristã que aqui se afirma e se desenvolve e aqui quer demonstrar na prática muitas coisas de interesse para o nosso tempo”.

Noutro momento do discurso o Papa disse:

“A nossa presença aqui manifesta até que ponto este lugar, esta obra, estas pessoas, gozam da nossa simpatia e da nossa confiança, mais ainda, consideramo-las nosso ministério, tanto pessoal como apostólico. Numa palavra que resume tudo: Sentimo-nos felizes, muito felizes! (o Papa intercalou esta repetição no discurso escrito, que apenas tinha uma vez) por estar aqui hoje convosco e para vós”.

Antes de entrar no carro, depois de ter passado ali mais de duas horas e meia, o Papa abraçou Mons. Escrivá e disse-lhe em voz alta: "Tutto qui, tutto qui è Opus Dei" , Aqui tudo é Opus Dei.

(cf. Gondrand "Au pas de Dieu”"; Vázquez de Prada "El Fundador del Opus Dei" p. 334; Boletim Informativo, nº 1 p.10 12).