O sacerdócio não é já um trabalho todo de Deus?

O padre Françoá Costa, da diocese de Anápolis, conta como a formação recebida na Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz ajuda-o a santificar o seu trabalho de pároco e sacerdote.

Testemunhos
Opus Dei - O sacerdócio não é já um trabalho todo de Deus?

Ser sócio da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz me fez ver que eu posso e devo realizar o meu trabalho sacerdotal, com sentido vocacional e responsabilidade profissional. Alguém poderia perguntar: mas o sacerdócio não é já um trabalho todo de Deus? Efetivamente, do ponto de vista sacramental, a resposta é sim; contudo, existencialmente, no cotidiano, cabe a cada sacerdote santificar as tarefas próprias do ministério sacerdotal para realizar um labor cheio de virtudes humanas e de doutrina, de tal maneira que seja um trabalho alegre, profissionalmente perfeito e que, portanto, possa ser oferecido a Deus com alma verdadeiramente sacerdotal.

APRENDO CONSTANTEMENTE QUE A PRIMEIRA COISA QUE UM SACERDOTE DEVE FAZER É SER HOMEM DE ORAÇÃO, TRANSFORMAR TODAS SUAS ATIVIDADES NUM ATO DE ORAÇÃO.
Entre os meus trabalhos na Diocese de Anápolis, a Paróquia Nossa Senhora d’Abadia é a quarta Paróquia que eu cuido; já fui também capelão do Presídio, capelão da Universidade Estadual de Goiás, representante do Clero da Diocese, entre outras tarefas. Sou também professor de Teologia Dogmática na PUC-GO, na Faculdade Católica de Anápolis e no Institutum Sapientiae. Em todos esses trabalhos, aprendo constantemente que a primeira coisa que um sacerdote deve fazer é ser homem de oração, transformar todas suas atividades num ato de oração. E isso é de importância enorme para um padre, já que corremos perigo constante de cair no ativismo, que seria, paradoxalmente, uma manifestação de preguiça por não ter coragem de dedicar-se ao que realmente precisaria fazer.

Colocar Deus em primeiro lugar leva-me a buscar a santidade através de tudo o que eu faço, a considerar-me constantemente filho de Deus e a oferecer toda a minha vida (corrente) no Altar do Senhor, procurando fazer aquilo que nos ensinava São Josemaria Escrivá: que o meu dia seja uma missa de 24 horas.

Um sacerdote terá sempre a preocupação de dar doutrina, como é natural, por isso também costumo oferecer aos fiéis de minha Paróquia e de todos os grupos diversos cursos de doutrina que os ajudem em sua formação cristã. Também tenho um carinho muito grande pelo trabalho pastoral com os universitários e, atualmente, temos grupos de rapazes e moças universitárias que se encontram frequentemente, sob a direção espiritual do padre, para formarem-se e, dessa maneira, oferecem à sociedade sua contribuição.