Isidoro Zorzano, Juan Jiménez Vargas, Ricardo Fernández Vallespín

Os membros da Obra daqueles anos, quando falam da sua vocação, contam geralmente, que um amigo os levou ao Padre.

Livros e textos

Isidoro Zorzano tinha sido seu companheiro de estudos no Liceu de Logronho. Quase não se tinham voltado a ver desde aquele tempo, embora mantivessem contacto epistolar. D. Josemaria pensou imediatamente nele. Desejava falar-lhe do Opus Dei, recém-nascido

E no dia 24 de Agosto de 1930 encontrou-o em Madri. Isidoro, que trabalhava em Málaga, como engenheiro das Estradas de Ferro, tinha vindo para falar com ele das suas inquietações espirituais. Sentia desejos de entrega a Deus e não sabia como resolver isso porque ao mesmo tempo via com muita clareza a sua vocação profissional. Isidoro considerou sempre - até à sua morte em 1943 - que esse reencontro com o Fundador do Opus Dei tinha sido providencial, coisa de Deus, que fez com que se vissem inesperadamente numa rua de Madrid - a de Nicasio Gallego - que não era o caminho habitual de D. Josemaria. Conversaram, e logo naquele dia soube que podia dedicar-se plenamente ao serviço de Deus fazendo uma vida normal, sem deixar a profissão de engenheiro.

Juan Jiménez Vargas conheceu o Fundador do Opus Dei em princípios de 1932, numa visita perfeitamente casual de poucos minutos: acompanhava simplesmente um seu amigo, Adolfo Gómez, que ia confessar-se. Mais tarde, Juan compreendeu que D. Josemaria não se esquecia de pedir aos rapazes que se confessavam com ele nomes de amigos que pudessem participar no seu apostolado.

Os sócios da Obra daqueles anos, quando falam da sua vocação, geralmente contam que um amigo os levou até ao Padre. Ricardo Fernández Vallespín era, em 1933, estudante da Escola Superior de Arquitetura de Madrid e faltava-lhe pouco mais dum ano para acabar o curso. A situação econômica da família não era boa e, para a aliviar um pouco, dava aulas particulares a José Romeo. O Fundador do Opus Dei era amigo dessa família desde os tempos de Saragoça e foi em casa deles que conheceu Ricardo, num dos dias que lá foi dar aula. Ricardo nunca tinha pensado no problema da sua vocação. Desejava terminar o curso e ganhar a vida; ao mesmo tempo, estava preocupado com a situação de Espanha e achava que era preciso fazer alguma coisa. O certo é que se sentiu atraído por «aquele sacerdote, em cujas palavras correntes e simples se manifestava uma alma plenamente entregue a Deus». E combinou com ele um encontro que teve lugar quinze dias depois, em 29 de Maio, em Martínez Campos, nº 4. Pouco tempo depois, Ricardo pediu para ser admitido na Obra